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Implante de nanofibras com três fármacos dobra sobrevida em camundongos com glioblastoma

Ilustração editorial sobre Implante de nanofibras com três fármacos dobra sobrevida em camundongos com glioblastoma. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6) Pesquisadores da Universidade de Cincinnati e da Johns Hopkins Medicine desenvolveram um implante de nanofibras que libera três medicamentos simultaneamente. O avanço dobrou a sobrevida de camundongos com glioblastoma, o tipo mais agressivo de câncer […]

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Ilustração editorial sobre Implante de nanofibras com três fármacos dobra sobrevida em camundongos com glioblastoma. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati e da Johns Hopkins Medicine desenvolveram um implante de nanofibras que libera três medicamentos simultaneamente. O avanço dobrou a sobrevida de camundongos com glioblastoma, o tipo mais agressivo de câncer cerebral em adultos.

O estudo, publicado no periódico ACS Biomaterials Science & Engineering, utilizou uma combinação sinérgica de drogas já aprovadas. Daewoo Han, professor assistente da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas de Cincinnati, destacou que a combinação de temozolomida, acriflavina e PT2385 apresentou efeitos sinérgicos em modelos de glioblastoma.

O sistema de nanofibras permite a entrega localizada e prolongada dos medicamentos diretamente no local do tumor após a cirurgia. A tecnologia foi desenvolvida no NanoLab da Universidade de Cincinnati, liderado pelo professor Andrew Steckl, utilizando membranas de fibras eletrofiadas.

O glioblastoma é conhecido por sua heterogeneidade celular, o que facilita mutações que escapam dos tratamentos convencionais. A barreira hematoencefálica também limita a eficácia de quimioterapias tradicionais, tornando o tumor difícil de controlar.

Betty Tyler, professora de neurocirurgia da Johns Hopkins, afirmou que os pesquisadores buscam atacar a doença de forma multidimensional. Ela ressaltou que as opções atuais aumentaram a sobrevida dos pacientes, mas ainda há necessidade de melhorias significativas.

Nos testes com animais, todos os camundongos não tratados morreram em até 19 dias. A maioria dos tratados com o implante de três camadas sobreviveu pelo menos o dobro desse período.

Cerca de 40% dos animais sobreviveram além dos 120 dias de duração do experimento, estabilizando-se por mais de 80 dias adicionais. Han explicou que a geometria do implante e o controle preciso da dosagem contribuem para a eficácia do sistema.

A equipe agora trabalha na otimização da liberação de longo prazo utilizando estruturas avançadas de nanofibras. Os pesquisadores acreditam que a plataforma tem potencial para outras doenças de difícil tratamento.

Segundo Han, o objetivo final é avançar para um sistema clinicamente aplicável que melhore tanto a sobrevida quanto a qualidade de vida dos pacientes. Conforme reportagem do Phys.org, o estudo representa um passo importante no combate ao glioblastoma.


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