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Israel ordena evacuação de comunidade beduína e avança colonização que divide Cisjordânia

Vista aérea do assentamento de Khan al-Ahmar na Cisjordânia ocupada. (Foto: © AHMAD GHARABLI / AFP) O governo de Israel assinou a ordem de evacuação da comunidade beduína palestina de Khan al-Ahmar, localizada na Cisjordânia ocupada. A medida foi anunciada pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, como retaliação aos mandados de prisão emitidos pelo Tribunal […]

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Vista aérea do assentamento de Khan al-Ahmar na Cisjordânia ocupada. (Foto: © AHMAD GHARABLI / AFP)

O governo de Israel assinou a ordem de evacuação da comunidade beduína palestina de Khan al-Ahmar, localizada na Cisjordânia ocupada. A medida foi anunciada pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, como retaliação aos mandados de prisão emitidos pelo Tribunal Penal Internacional contra autoridades israelenses.

Eid Khamis al Jahaleen, líder da comunidade, afirmou que os moradores estão à mercê da destruição iminente. Os tanques e tratores podem chegar a qualquer momento, deixando as famílias sem defesa, declarou à RFI.

A vila de Khan al-Ahmar é alvo de Israel há anos por sua localização estratégica no projeto de colonização E1. O plano prevê a construção de 3.400 unidades habitacionais, o que cortaria a Cisjordânia em duas partes e inviabilizaria a contiguidade territorial de um futuro Estado palestino.

A organização israelense de direitos humanos B’Tselem denunciou que Israel busca controlar toda a área para fragmentar o território palestino. O porta-voz Yair Dvir explicou que a construção de colônias dividirá a Cisjordânia e impedirá a formação de um Estado palestino, conforme reportagem da RFI.

Em 2018, a Justiça israelense já havia autorizado a expulsão dos beduínos, gerando condenação internacional. Sob pressão diplomática, Israel suspendeu a medida, mas agora retoma a ofensiva com o mesmo objetivo.

Bezalel Smotrich escolheu Khan al-Ahmar como alvo de sua primeira retaliação. A decisão faz parte de uma escalada de ações unilaterais que desafiam a comunidade internacional e o consenso sobre a solução de dois Estados.

Os moradores da comunidade, cercados por colônias israelenses em colinas áridas, aguardam a chegada das forças militares. A ordem de evacuação ameaça dezenas de famílias que vivem na região há gerações.

A concretização do projeto E1 consolidaria a fragmentação territorial e inviabilizaria a soberania palestina. A violação do direito internacional ocorre sob a complacência de potências ocidentais, que historicamente aplicam pressão seletiva contra Israel.


Leia também: Israel destrói comércios palestinos para avançar projeto E1 e fragmentar Cisjordânia


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