O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação da Plataforma Tela Brasil, serviço público de streaming dedicado exclusivamente a produções audiovisuais nacionais. A iniciativa, desenvolvida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, utiliza tecnologia 100% nacional.
Durante cerimônia no Rio de Janeiro, Lula enfatizou o papel estratégico da cultura para o desenvolvimento econômico e social do país. O presidente afirmou que a produção cultural gera pertencimento e mobiliza centenas de profissionais em toda a cadeia produtiva.
Segundo Lula, a cultura representa um vetor econômico ainda subestimado nas métricas tradicionais. Cada obra audiovisual, mesmo as de menor porte, movimenta uma extensa rede de trabalhadores e contribui para a economia criativa.
A Tela Brasil surge como alternativa às plataformas estrangeiras dominantes no mercado digital. O projeto visa ampliar o acesso da população a filmes, documentários e outras obras brasileiras que circulam restritamente em festivais e mostras.
O governo espera que a plataforma fortaleça o setor audiovisual nacional, com atenção especial aos produtores independentes. A iniciativa chega em momento estratégico, quando o país busca consolidar políticas públicas de fomento à diversidade cultural no ambiente digital.
O desenvolvimento da plataforma contou com a expertise acadêmica da UFAL e a gestão pública do MinC. A opção por tecnologia nacional reforça a diretriz governamental de reduzir dependência de soluções estrangeiras e fortalecer a infraestrutura digital brasileira.
Lula destacou que a cultura transcende o entretenimento, funcionando como instrumento de transformação social. O presidente defendeu que investimentos no setor audiovisual geram retorno econômico mensurável, apesar de frequentemente subdimensionado.
A Tela Brasil reunirá um acervo diversificado de obras independentes, incluindo clássicos restaurados e lançamentos contemporâneos. A plataforma pretende se tornar referência para quem busca produções brasileiras de qualidade fora dos catálogos comerciais.
A iniciativa também promove a descentralização da produção cultural no país. Realizadores de todas as regiões terão oportunidade de exibir suas obras em vitrine nacional, impulsionando a economia criativa em estados historicamente marginalizados pelos grandes circuitos de exibição.
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