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Flávio Bolsonaro clama perseguição para blindar ‘Dark Horse’ de investigação sobre desvio de dinheiro público

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, está tentando transformar uma investigação concreta da Polícia Civil de São Paulo em narrativa de perseguição política. A operação, deflagrada nesta segunda-feira, vasculha suspeitas de desvio de dinheiro público que podem ter irrigado a produção do filme bolsonarista ‘Dark Horse’ — e a reação do candidato foi […]

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, está tentando transformar uma investigação concreta da Polícia Civil de São Paulo em narrativa de perseguição política. A operação, deflagrada nesta segunda-feira, vasculha suspeitas de desvio de dinheiro público que podem ter irrigado a produção do filme bolsonarista ‘Dark Horse’ — e a reação do candidato foi acusar ‘parte’ da corporação de agir com ‘fins eleitoreiros’.

Segundo reportagem da Folha, Flávio alegou confiar na gestão municipal de Ricardo Nunes (MDB), mas mirou o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a quem a Polícia Civil está subordinada. ‘Só espero que não seja uma perseguição estatal por parte de alguns setores para influenciar as eleições’, afirmou o presidenciável, que também falou em ‘pescaria probatória’.

O discurso de vitimização surge em um momento delicado. A investigação apura irregularidades no contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para instalação de pontos de wi-fi em comunidades carentes. A polícia suspeita que parte dos recursos tenha sido desviada para a Go UP Entertainment, produtora do ‘Dark Horse’, caracterizando um financiamento cruzado ilícito.

Os números são explícitos. Cada ponto de wi-fi viabilizado pelo ICB custou R$ 1.800 aos cofres públicos. Já a Prodam, empresa pública municipal de tecnologia, entrega o mesmo serviço por R$ 230 de implantação e R$ 306 de manutenção mensal. A diferença é abissal, e a polícia aponta ‘consistentes suspeitas de confusão patrimonial’ entre o instituto e a produtora.

A teia financeira, contudo, não para aí. O portal Intercept Brasil revelou que o próprio Flávio pediu recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para viabilizar o longa-metragem. As transferências somam R$ 61 milhões. A Polícia Federal investiga se parte desse dinheiro acabou custeando despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, complicando ainda mais o clã.

Diante do cerco, Flávio tenta inverter a lógica: transforma os investigadores em acusados e insinua que o objetivo é atingir a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. O movimento é típico de quem quer blindar a pauta política com a retórica do ‘nós contra eles’, mas esbarra no incômodo silêncio de aliados que disputam o mesmo eleitorado conservador.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), outro pré-candidato, afirmou que o assunto ‘não faz parte de sua pauta’. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse à noite que sequer havia tomado conhecimento da notícia. O distanciamento escancara o isolamento da reação bolsonarista, mesmo entre figuras relevantes da direita.

Na tentativa de mudar de assunto, Flávio também classificou a repercussão sobre o filme e os repasses de Vorcaro como ‘cortina de fumaça’ para esconder o prejuízo bilionário dos Correios. Aproveitou para comemorar a designação das facções PCC e Comando Vermelho como terroristas pelos Estados Unidos e para questionar o presidente Lula (PT) por vídeos com a influenciadora Deolane Bezerra, presa por suspeita de lavagem de dinheiro.

A estratégia é transparente: deslocar o holofote de uma investigação que mexe com contratos públicos, produtoras de cinema e um pré-candidato que precisa pavimentar sua campanha presidencial. Enquanto a polícia segue seu trabalho, o discurso de perseguição tenta construir uma trincheira emocional para o eleitorado bolsonarista — mas pode acabar isolando ainda mais quem insiste em transformar suspeita de corrupção em martírio político.

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Major Ricardo Silva

02/06/2026 - 09h38

Luan, você acertou em cheio. Enquanto a esquerda tenta usar o judiciário pra derrubar quem defende a família e a ordem, o povo brasileiro já cansou dessa perseguição. Flávio Bolsonaro tem meu respeito e apoio incondicional — esse circo midiático não vai nos enganar.

    Ronaldo Pereira

    02/06/2026 - 09h41

    Major Ricardo, o respeito incondicional ao Flávio Bolsonaro é o mesmo que o patrão espera do operário quando corta o salário: obediência cega. Desvio de dinheiro público não é perseguição, é furto do suor de quem trabalha — e o tal Dark Horse é cavalo de batalha pra esconder grana que falta no prato do povo.

    Luizinho 16

    02/06/2026 - 09h47

    Apoio incondicional ao Flávio é o mesmo que dizer que o Dark Horse pode desviar à vontade, major — tira a venda e vê se teu ídolo não tá mamando na teta do Estado.

Luan Silva

02/06/2026 - 09h32

Dark Horse? Blindado de razão, esquerda chora. Faz o L nunca mais.

    Carlos Henrique Silva

    02/06/2026 - 09h35

    Luan, “blindado de razão” seria uma expressão engraçada se não fosse trágica. Vamos combinar: chamar de “razão” um discurso que repete acriticamente o mesmo mantra de perseguição sempre que um membro do clã Bolsonaro é alvo de investigação com indícios concretos é, no mínimo, um exercício de fé, não de reflexão crítica. A blindagem aqui opera no plano simbólico: transformar o investigado em vítima e o sistema de justiça em algoz. É o que Gramsci chamaria de disputa pela hegemonia do senso comum — quando o político consegue fazer com que a própria classe trabalhadora defenda os interesses de uma elite que a explora. Você está internalizando e repetindo a narrativa que protege privilégios de uma casta política que nunca esteve ao lado do povo, a não ser para extrair votos com promessas vazias e entregar migalhas.

    O “Dark Horse” não é blindado de razão; é blindado por um sistema que permite que familiares de agentes públicos enriqueçam por meio de esquemas de rachadinha, laranjas e desvios enquanto a opinião pública é distraída com guerras culturais. O MP do Rio não abriu investigação contra Flávio por perseguição ideológica, mas porque quebrou sigilos bancários e fiscais e encontrou movimentações atípicas de mais de 1,2 milhão de reais, com depósitos fracionados de assessores — um padrão clássico de devolução de salários. Isso não é achismo, é materialidade. A “razão” que você invoca é a mesma que nega fatos objetivos em nome de uma lealdade cega a um projeto de poder que, quando esteve no comando, acelerou o desmonte socioambiental e aprofundou a desigualdade com a reforma trabalhista e a PEC do teto.

    Quanto ao “Faz o L nunca mais”: essa é uma redução infantil do debate político a um meme eleitoral. O problema não é Lula ou Bolsonaro como pessoas; é a estrutura de classes que ambos, cada um à sua maneira, acabam por reproduzir. Um governo petista, com todos os limites e contradições, ao menos tentou criar mecanismos de inclusão como o Bolsa Família e o Prouni, enquanto os Bolsonaro governaram para a bancada do boi, da bala e da Bíblia, com resultados trágicos para a Amazônia e para os mais pobres. Se você acha que a esquerda “chora”, sugiro reler os números da fome que voltaram a crescer entre 2019 e 2022. O choro não é de derrota política; é de um país que sangra enquanto alguns celebram a blindagem dos seus ídolos.

Capitão Tavares ??

02/06/2026 - 09h25

Esse tal de Lucas aí deve ser mais um que nunca serviu à pátria um dia sequer. Enquanto a esquerda manipula investigação pra derrubar patriota, o país sangra e as Forças Armadas continuam de mãos atadas. Tá na hora de meter o pé na porta e parar com essa palhaçada de judiciário ativista.

    Marta

    02/06/2026 - 09h29

    Capitão Tavares, que esquisito ver um senhor que se diz patriota defendendo abertamente um golpe de Estado. O senhor serviu à pátria, então deveria saber que a Constituição de 1988 foi escrita justamente pra impedir que a caserna decida quem vai ou não ser investigado. Eu sou professora aposentada, passei 35 anos dentro de sala de aula e nunca precisei quebrar porta de tribunal pra dar lição em aluno rebelde, que dirá meter o pé na porta de um Judiciário independente. Se existe judiciário ativista no Brasil, ele age contra Lula há anos, prendendo um ex-presidente sem provas enquanto os meninos mal-educados da praia de Copacabana pedem intervenção militar como se isso fosse solução pra roubalheira.

    O senhor diz que o país sangra, e nisso concordamos. Só que o sangue que escorre é de 33 milhões de brasileiros passando fome enquanto o clã Bolsonaro desvia dinheiro do povo, vende presentes oficiais e usa laranja pra comprar imóveis. Flávio Bolsonaro não é perseguido, é investigado porque o Ministério Público encontrou movimentações suspeitas na conta dele, coisa que qualquer cidadão de bem teria que explicar. Se fossem laranjas do PT, o senhor estaria pedindo prisão em regime fechado, não é verdade?

    O serviço militar obrigatório forma cidadãos, não messias. As Forças Armadas que o senhor invoca são as mesmas que depuseram João Goulart em 1964, prenderam e mataram gente como o meu tio, que era sargento e foi cassado por se recusar a torturar. Se o senhor realmente quer meter o pé na porta, comece expulsando da sua admiração quem rouba do povo enquanto posa de patriota, e aprenda a diferença entre amor à pátria e amor a político corrupto.

Helton Barros

02/06/2026 - 09h15

Mais uma perseguição política da esquerda contra um patriota. Enquanto isso, os verdadeiros corruptos que destroem a família e a pátria ficam impunes. Flávio Bolsonaro tem todo meu apoio! Deus no comando.

    Lucas Gomes

    02/06/2026 - 09h20

    Helton, chamar de “patriota” quem responde a investigações por desvio de dinheiro público, enquanto o governo dele flexibilizou crimes ambientais e entregou territórios indígenas ao garimpo, é trocar a realidade por um culto à personalidade que está destruindo o país e o planeta.


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