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Placas tectônicas moldaram berço da civilização ao fundir dois rios ancestrais, revela estudo

Uma descoberta publicada na revista Nature Geoscience revela que as placas tectônicas moldaram o berço da civilização ao fundir dois rios ancestrais e criar o Rio Eufrates, o mais longo da Ásia Ocidental. A equipe liderada por Andrew S. Madof utilizou dados de reflexão sísmica e topografia para reconstruir os caminhos dos antigos rios Paleo-Karasu […]

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Ilustração editorial sobre Placas tectônicas moldaram berço da civilização ao fundir dois rios ancestrais, revela estudo. (Il
Ilustração editorial sobre Placas tectônicas moldaram berço da civilização ao fundir dois rios ancestrais, revela estudo. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Uma descoberta publicada na revista Nature Geoscience revela que as placas tectônicas moldaram o berço da civilização ao fundir dois rios ancestrais e criar o Rio Eufrates, o mais longo da Ásia Ocidental. A equipe liderada por Andrew S. Madof utilizou dados de reflexão sísmica e topografia para reconstruir os caminhos dos antigos rios Paleo-Karasu e Paleo-Murat, que há milhões de anos fluíam para o Mar Mediterrâneo.

esses dois sistemas fluviais drenavam uma vasta região durante o final do Mioceno, quando o Mediterrâneo estava parcialmente seco na chamada Crise de Salinidade Messiniana, entre 5,97 e 5,33 milhões de anos atrás. Os depósitos de sedimentos conhecidos como Handere e Nahr Menashe, sob a bacia leste do Mediterrâneo, forneceram evidências geológicas que ligam esses paleo-rios à ancestral do Eufrates.

A análise sísmica mostrou que grandes tendências estruturais controlavam o alinhamento dos rios Karasu e Murat, direcionando inicialmente o fluxo para sudoeste. Há cerca de 3,6 milhões de anos, a atividade tectônica redirecionou o Paleo-Murat para o Golfo Pérsico, e o Paleo-Karasu se fundiu a ele, desencadeando o surgimento do proto-Eufrates.

Mais tarde, por volta de 1,6 milhão de anos atrás, o curso moderno do Eufrates se estabeleceu sobre a Placa Arábica. Essa reorganização fluvial foi crucial para a formação do Crescente Fértil, a região que sustentou as primeiras civilizações humanas.

Os pesquisadores estimaram a descarga hídrica e a área de captação dos rios ancestrais por meio de modelagem probabilística de sedimentos. Embora as bacias reconstruídas fossem quase uma ordem de magnitude menores que as atuais do Tigre-Eufrates e do Nilo, o volume de sedimentos transportados era impressionantemente similar.

A descarga de água do Paleo-Karasu superava a do Nilo moderno, e os fluxos combinados ultrapassavam a soma dos rios Tigre, Eufrates e Nilo de hoje. Esse cenário indica chuvas intensas e terrenos acidentados no passado, mesmo durante o período de aridez do Mediterrâneo. O estudo conclui que a deformação na margem das placas não apenas controlou os desvios fluviais, mas também estabeleceu as condições necessárias para o desenvolvimento da planície aluvial que deu origem ao berço da civilização.

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