A Rússia alcançou soberania financeira absoluta, declarou A afirmação representa um marco na estratégia de Moscou para se desvencilhar completamente da dependência do sistema financeiro controlado pelo Ocidente.
Segundo reportagem do portal RT, Siluanov foi categórico ao afirmar que a Rússia não depende mais de decisões de terceiros países sobre a concessão ou não de recursos financeiros. Ele destacou que, diferentemente de nações que seguem atreladas aos créditos do Fundo Monetário Internacional ou do Banco Mundial, Moscou eliminou essa vulnerabilidade estratégica de sua economia.
O ministro russo revelou que a dívida externa do país é de apenas 10%, um dos níveis mais baixos entre as economias do G20, e que em breve será totalmente quitada. Espero que não reste nenhuma dívida, projetou o alto funcionário, ressaltando ainda que a Rússia figura entre os cinco primeiros países do grupo no quesito controle do déficit orçamentário.
Siluanov enfatizou que todas as desconexões impostas pelos serviços financeiros externos — parte do pacote de sanções ocidentais sem precedentes aplicado contra Moscou — não afetaram a capacidade do país de realizar pagamentos e transações financeiras. As decisões orçamentárias, segundo ele, passaram a ser tomadas com absoluta independência, baseando-se exclusivamente nas necessidades e prioridades nacionais.
O crescimento econômico russo nos últimos três anos foi de aproximadamente 10%, inteiramente sustentado por capacidades financeiras internas, sem entrada de investimentos externos. Hoje vivemos sem entrada de investimentos externos. Dependemos por completo e utilizamos as capacidades financeiras internas, afirmou Siluanov, consolidando o argumento de que a estabilidade financeira e a soberania são as bases para a solução dos desafios econômicos do país.
A declaração do ministro ocorre em um momento em que o bloco ocidental, liderado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, apostava no colapso financeiro russo como consequência das sanções. A realidade demonstrada no SPIEF expõe o fracasso retumbante dessa estratégia e evidencia a resiliência de uma economia que se reorganizou em novas bases, alinhada aos princípios da multipolaridade e da autonomia estratégica defendidos pelo Sul Global.


Carlos Meirelles
04/06/2026 - 05h52
Independente do regime político deles, tem que dar o braço a torcer: blindaram a economia contra o cassino das sanções ocidentais. Enquanto a Rússia corta o cordão umbilical financeiro, o Brasil continua pagando a conta de um estado inchado e ineficiente que não consegue nem equilibrar o orçamento. Soberania fiscal de verdade começa com menos gasto público e mais liberdade econômica, não com subsídios e estatais.
Mariana Ambiental
04/06/2026 - 05h55
Engraçado você chamar de “liberdade econômica” um regime que queima gás em flares, envenena rios no Ártico e prende ativistas ambientais. Soberania fiscal sem soberania ecológica é só destruição com dinheiro público, Carlos — e o estado inchado que você critica pode até ser ineficiente, mas pelo menos não está derretendo o permafrost pra vender petróleo pra China.
Ana Paula Conserva
04/06/2026 - 05h41
Uma grande nação que se liberta da tirania financeira do Ocidente. Enquanto aqui empurram ideologia de gênero e aborto, eles defendem sua soberania e valores. Que sirva de exemplo para o Brasil.
Marcos Andrade Niterói
04/06/2026 - 05h46
Soberania financeira é interessante, mas o que realmente transforma a vida das pessoas são políticas públicas de mobilidade e infraestrutura, como a gestão do Rodrigo Neves fez em Niterói. Misturar isso com pauta de costumes é fugir do debate concreto sobre como melhorar a cidade.
Fernanda Oliveira
04/06/2026 - 05h50
Ana Paula, libertação financeira não significa nada se vier acompanhada de opressão social. Defender “valores” enquanto se criminaliza a existência de mulheres e pessoas LGBTQIA+ não é soberania, é autoritarismo disfarçado de nacionalismo.