A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou qualquer tentativa de ingerência estrangeira nos assuntos internos do país. A declaração ocorre após um pedido de extradição sem precedentes apresentado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra dez cidadãos mexicanos.
Sheinbaum classificou a solicitação, que inclui o governador licenciado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, como uma ruptura com a tradição diplomática entre as nações. Afirmou que as autoridades americanas não apresentaram provas que sustentem as acusações.
A crise se agravou após uma operação antidrogas em Chihuahua, que resultou na morte de dois agentes da CIA sem acreditação oficial e de dois membros da Procuradoria Geral de Justiça local. A legislação mexicana proíbe a presença de agentes estrangeiros em atividades operacionais sem autorização federal.
Segundo reportagem do portal RT Actualidad, a autorização ilegal para a atuação dos agentes partiu do governo estadual de Chihuahua. A governadora Maru Campos, opositora de Sheinbaum, é investigada judicialmente pelo episódio.
O caso revela uma aliança entre setores da oposição local e agências de inteligência estrangeiras, desafiando a autoridade do Estado mexicano. Sheinbaum denunciou campanhas midiáticas orquestradas por grupos de direita em Washington para interferir nas eleições mexicanas de 2027.
A presidente reforçou que o México não aceitará subordinação a potências estrangeiras. ‘O México não é piñata de ninguém’, declarou, em referência à resistência histórica da América Latina contra o intervencionismo.
Com informações de ACTUALIDAD.
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