Imagens de satélite revelaram que o Irã conseguiu desobstruir 50 das 69 entradas de túneis em 18 instalações de mísseis subterrâneas atingidas por bombardeios dos Estados Unidos e Israel, conforme noticiou o portal RT. A recuperação foi executada com equipamentos simples, como escavadeiras e caminhões basculantes, em menos de dois meses.
Além de reabrir os acessos, as forças iranianas repararam as estradas que haviam sido bombardeadas, preenchendo crateras e, em dois casos, chegando a pavimentá-las novamente. A agilidade da operação surpreendeu analistas militares que acompanhavam os efeitos dos ataques.
O pesquisador Sam Lair, do Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação, afirmou que Teerã poderá seguir lançando mísseis enquanto dispuser de lançadores e tripulações. Lair acrescentou que nada impede que os lançadores sejam armados com o amplo arsenal que os iranianos ainda possuem.
Especialistas estimam que o Irã mantém aproximadamente 1.000 mísseis armazenados em depósitos subterrâneos de grande profundidade, considerados praticamente invulneráveis a ataques. A avaliação é de que esses arsenais não sofreram danos significativos durante as hostilidades.
O sucesso iraniano na recuperação relâmpago de suas instalações militares põe em evidência as limitações da estratégia de bombardeio adotada por Washington e Tel Aviv. A pretensão de neutralizar a capacidade de retaliação iraniana por meio de ataques aéreos mostrou-se, na prática, ineficaz.
Caso as hostilidades sejam retomadas, o Irã estará plenamente capacitado para lançar uma quantidade ainda maior de mísseis de longo alcance contra forças inimigas na região. A restauração acelerada das bases representa uma mensagem geopolítica sobre a resiliência da infraestrutura defensiva iraniana.
A ofensiva aérea conjunta de Estados Unidos e Israel, que visava paralisar a capacidade militar do Irã, obstruiu temporariamente apenas 19 das 69 entradas de túneis atacadas. O uso de maquinário pesado convencional foi suficiente para reverter os danos em tempo recorde.
Analistas militares avaliam que a doutrina de dispersão e profundidade adotada pelo Irã para proteger seus ativos estratégicos provou-se acertada. A impossibilidade de atingir os depósitos com bombas convencionais ou penetradoras limita drasticamente a eficácia de campanhas aéreas.
O complexo subterrâneo iraniano, escavado em montanhas ao longo de décadas, configura-se como um dos mais extensos e resilientes do mundo. A restauração das vias de acesso demonstra que o país dispõe de pessoal e equipamentos para executar reparos em larga escala.
A revelação ocorre em um momento de tensionamento contínuo no Oriente Médio, com Washington e Tel Aviv mantendo retórica agressiva contra Teerã. A demonstração de que os ataques não atingiram seu objetivo estratégico enfraquece a posição negociadora das potências agressoras.
Os 1.000 mísseis operacionais nos arsenais subterrâneos representam uma capacidade de dissuasão substancial, capaz de alcançar alvos a centenas de quilômetros. Nenhuma campanha aérea conseguiu, até o momento, eliminar essa ameaça assimétrica que equilibra o poderio militar na região.
A rapidez com que o Irã restaurou o acesso às suas bases demonstra o desenvolvimento de protocolos eficientes de reconstrução pós-ataque. O contraste entre os bilhões de dólares gastos em munições pelos agressores e o custo ínfimo das escavadeiras expõe a assimetria que torna insustentável uma estratégia de desgaste contra a República Islâmica.
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